terça-feira, 9 de outubro de 2012

DWIGHT EISENHOWER

Dwight D. Eisenhower

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Dwight David Eisenhower
34º presidente dos Estados Unidos Estados Unidos
Mandato 20 de janeiro de 1953
a 20 de janeiro de 1961
Vice-presidente Richard Nixon
Antecessor(a) Harry S. Truman
Sucessor(a) John F. Kennedy
Vida
Nascimento 14 de outubro de 1890
Denison, Texas
Falecimento 28 de março de 1969 (78 anos)
Washington
Nacionalidade Estados Unidos estadunidense
Partido Republicano
Religião Presbiteriano
Profissão militar
Assinatura Assinatura de Dwight D. Eisenhower
Serviço militar
Serviço/ramo Exército
Anos de serviço 1915–1953, 1961–1969
Graduação General do Exército
Comandos Europa
Batalhas/guerras Segunda Guerra Mundial
Condecorações Ordem do Banho
Order of Merit,
Ordem do Elefante,
Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul,
Legião de Honra
(lista parcial)
Dwight David "Ike" Eisenhower (Denison, Texas, 14 de outubro de 1890Washington, 28 de março de 1969) foi o 34º Presidente dos Estados Unidos de 1953 até 1961. Antes disso, ele foi um general de cinco estrelas do Exército Americano. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele serviu como o Comandante Supremo das Forças Aliadas na Europa. Ele assumiu a responsabilidade de comandar e supervisionar a invasão do Norte da África durante a Operação Tocha entre 1942 e 1943. Logo depois ele assumiu o planejamento da invasão da França e da Alemanha entre 1944 e 1945, no Fronte Ocidental. Em 1951, ele se tornou o primeiro comandante supremo da OTAN.[1] Ele também foi Chefe do Estado-Maior do Presidênte Harry S. Truman, antes de assumir a presidência da Universidade Columbia.[2]
Eisenhower entrou na corrida presidêncial como candidato republicano em 1952 e prometeu uma cruzada contra "comunismo, Coreia e corrupção." Ele derrotou o Adlai Stevenson encerrando duas décadas de governos democratas. No primeiro ano como presidente, Eisenhower depôs o líder do Irã num golpe de estado, e ameaçou usar de força nuclear contra a China para encerrar a Guerra da Coreia. No carater militar, ele focou sua atenção em expandir o arsenal americano e não aumentou os fundos para as outras vertentes das Forças Armadas. O objetivo era manter a pressão sobre a União Soviética e para reduzir o déficit do governo. Quando os soviéticos lançaram o satélite Sputnik em 1957, ele teve que tantar correr atrás na corrida espacial. Eisenhower forçou Israel, o Reino Unido e a França para encerrar sua invasão ao Egito durante a Guerra do Suez de 1956. Em 1958, ele enviou 15 mil soldados americanos para o Líbano para impedir que o governo pró-ocidente daquele país caisse em mãos de revolucionários aliados a Nasser. No fim do seu mandato, seus esforços de ir para mesa de negociações com os Soviéticos caiu por terra por causa do incidente com um avião U2 em 1960 quando um avião espião americano foi derrubado sobre a Rússia e o piloto foi capturado vivo.[3]
No plano doméstico, ele ajudou a remover Joseph McCarthy do poder mas deixou boa parte das questões políticas para o Vice-presidente Richard Nixon. Ele era considerado um político conservador que continuou com o "New Deal", expandiu os seguros sociais e lançou o chamado "Interstate Highway System". Ele mandou tropas federais para Little Rock, Arkansas, pela primeira vez desde a Reconstrução, para fazer valer as decisões da Suprema Corte sobre dessegregação racial em escolas públicas e acabou por assinar leis de direitos civil em 1957 e em 1960. Ele também implementou a dessegregação racial nas Forças Armadas e apontou cinco nomes para a Corte Suprema.
Os dois mandatos de Eisenhower como presidentes viram tempos de prosperidade econômica exceto por um período de recessão que durou entre 1958 e 1959. Embora ele tenha deixado o cargo em 1961 com índices de popularidade baixo, sua reputação póstuma aumentou, assim como também foi notada uma melhora na visão dos historiadores de sua presidência. Eisenhower é muitas vezes lembrado como um dos melhores presidentes que o país já teve.
Faleceu em 28 de março de 1969. Encontra-se sepultado no Eisenhower Center, Abilene, Condado de Dickison, Kansas nos Estados Unidos.[4]

Índice

Origens da família e da formação

Eisenhower nasceu com o nome de David Dwight Eisenhower, na cidade de Denison, no estado do Texas em 14 de outubro de 1890.[5] Ele foi o terceiro dos sete filhos do casamento de David e Elizabeth Jacob Eisenhower Ida Stover. Suas origens familiares estavam na Alemanha, especificamente em Karlsbrunn, no Sarre, como seu antepassado Hans Eisenhauer Nicolas e sua família emigrou de lá em 1741 para Lancaster, no estado de Pensilvânia. Sua família mais tarde, estabeleceu-se em Abilene, Kansas, em 1892. Em 1895 sua mãe se tornou uma Testemunhas de Jeová, a casa da família serviu como um ponto de encontro para as Testemunhas de Jeová entre 1896 e 1915.[6]
Embora seu nome fosse David Dwight, sua família e amigos simplesmente o chamavam de Dwight ou, de forma mais íntima, de Ike. Mais tarde, ele mudou a ordem dos seus nomes (de acordo com funcionários da Biblioteca e do Museu de Eisenhower, quando ele frequentou a Academia Militar de West Point).[7]

Entrada na Academia Militar

Em 1911, Eisenhower entrou na Academia Militar de West Point. Por esta razão, aparentemente, abandonou sua relação com as Testemunhas de Jeová, que não suportam o uso de armas, tornando-se presbiteriano.

Carreira Militar

Em 1915, terminou a pós-graduação na Academia Militar de West Point, com a patente de Tenente de Infantaria, iniciando seu destino como um militar de carreira. Em 1917, participou como tenente na expedição punitiva para pegar Pancho Villa, que era procurado pelos Estados Unidos após atacar a população de Columbus.

Primeira Guerra Mundial

Durante a Primeira Guerra Mundial, em que os Estados Unidos aderiram ao Aliados em 1917, nos últimos estágios da guerra, Eisenhower estava no comando das tropas de formação recrutado para o embarque na Frente Ocidental. Mesmo sem experiência real combate, alcançou a patente de major até o final da guerra.

Exército

Eisenhower usando o uniforme de um general durante a Segunda Guerra Mundial.
Após a guerra, e depois de atualizar os estudos na Academia Militar, foi designado para o exército, onde permaneceu a maior parte de sua carreira, até 1935. A presença no planejamento de escritórios marcaria sua carreira mais tarde, enfrenta o planejamento das operações militares.

Filipinas

Em 1935, Eisenhower acompanhado de Douglas MacArthur foi para as Filipinas onde atuou como assistente militar ao Governo filipino. Durante a sua estadia nas Filipinas aprendeu a voar, embora nunca tenha sido qualificado como piloto militar.

Segunda Guerra Mundial

No dia 7 de dezembro de 1941, os japoneses lançaram seu ataque a Pearl Harbor e os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial como parte dos Aliados, Dwight Eisenhower foi promovido a general e foi enviado no início de 1942 para Londres onde iniciou contatos com o Exército britânico para organizar uma segunda frente na Europa para lutar contra a Alemanha nazista. Eisenhower negociou ajuda à União Soviética para reduzir a pressão exercida pela Wehrmacht sobre o Exército Vermelho, dividindo, assim, o poderio do exército alemão no front europeu.

Norte da África

Em 1942, se decidiram as bases para um desembarque conjunto de britânicos e americanos no norte de África, a chamamada "Operação Tocha". Para a planificação definitiva da complexa operação, Eisenhower instalou o seu quartel-general no ponto mais perto possível, na base naval britânica de Gibraltar, desde onde iniciou discretos contatos com as autoridades da França de Vichy no Marrocos, Argélia e Túnis para obter o êxito do desembarque, contatos que chegaram a efetuar-se com o almirante François Darlan, um dos líderes do Governo de Vichy (e que no dia do desembarque estava presente em Argel), e com Henri Giraud, no qual os americanos e britânicos viam uma possível alternativa à França Livre do general Charles de Gaulle,[8] assim como com Alphonse Juin, chefe das tropas de Vichy na zona. Os contatos foram levados a cabo por Robert Murphy, representante pessoal do presidente Franklin D. Roosevelt.[8]
Forças americanas desembarcando na Argélia em 1943.
Depois do êxito do desembarque, executado em 8 de novembro de 1942, Eisenhower foi posto ao comando de todas as tropas dos Aliados na campanha na África do Norte, tornado-lhe subordinado ao general britânico Bernard Montgomery, com quem teve algum atrito devido ao desejo de protagonismo de Montgomery.[9]
Devido ao cargo que possuia, começou a ocupar-se de diversos aspectos políticos, intencionando num primeiro momento manter longe do norte de África os partidários de Charles de Gaulle, com quem os ingleses já tinham tido alguns atritos. No entanto, depois do assassinato em Argel do almirante Darlan em 24 de dezembro de 1942 cometido pelo jovem gaullista Fernand Bonnier de La Chapelle,[10] desapareceram esses problemas políticos, os franceses da África reconheceram de Gaulle como chefe e assim Eisenhower pode ocupar-se na planificação do passo militar seguinte, a campanha de Túnis, lugar donde se havia retirado o Afrika Korps do marechal Erwin Rommel, que havia recebido como tantos importantes reforços.
Apesar do mau início da campanha, com a derrota sofrida pelo II Corpo de Exército americano na passo de Kasserine em 16 de fevereiro de 1943, Eisenhower, que havia reclamado ao general George Patton para que assumisse o comando do II Corpo a seguir aquela derrota, fez a capitulação das tropas do Eixo na África em 13 de maio de 1943.

Referências

  1. Former SACEURs. Aco.nato.int. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  2. Ambrose (1983).
  3. Arthur Schlesinger, Jr. A Thousand Days: John F. Kennedy in the White House (1965), pp. 233, 238
  4. Dwight D. Eisenhower no Find a Grave.
  5. Dwight and Mamie Eisenhower (em inglês). Dwight D. Eisenhower Presidential Center. Página visitada em 7 de agosto de 2007.
  6. Faith and the Presidency: From George Washington to George W. Bush. [S.l.]: Oxford University Press US, 2006. ISBN 0-19-530060-2
  7. Eisenhower Genealogy (em inglês). Eisenhow

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